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2018-11-27
Guerra e paz nos relacionamentos prejudica a saúde mental
Quem não se lembra de torcer pela Carrie e o Big, na série O Sexo e a Cidade, ou pelo Ross e a Rachel em Friends? Dois casais que demoraram anos a encontrar a estabilidade, entre ruturas e reconciliações. As relações atuais passam muitas vezees por desavenças e pazes e finais nem sempre definitivos, mas este carrossel de emoções não ajuda em nada a saúde mental, diz novo estudo. Texto de Ana Patrícia Cardoso | Fotografia de iStock "Quantas vezes já acabou e recomeçou com o seu parceiro? Hoje, a grande maioria das relações pautam-se por este vaivém emocional entre terminar e dar uma outra oportunidade, sempre com o velho ditado em mente: «o que não nos mata torna-nos mais fortes.» Mas o que não notamos é que esta instabilidade tem consequências negativas no bem-estar dos intervenientes. Quando devemos dizer «já chega»? Em 500 pessoas que participaram num estudo da Universidade do Missouri, 60 por cento admitiu que vivia uma relação ‘on-off‘, ou seja, intermitente. Em comparação com casais em relacionamentos estáveis, demonstraram níveis mais elevados de abuso, pior comunicação e menos sentido de compromisso. «Relações intermitentes normalmente acontecem quando um dos lados está mais envolvido do que o outro», explica ao The Independent James Preece, especialista e coach em relacionamentos. «Normalmente o que acontece é que a pessoa que está mais envolvida acaba por tolerar a volatilidade do parceiro porque tem medo de o perder. Existe constante discussão e até infidelidade mas ambos continuam atraídos pela situação», continua. Um dos grandes problemas deste tipo de relação é a ausência das bases de que uma relação precisa para evoluir. E todas as inseguranças que essa situação acarreta. «A pessoa acaba por colocar-se em causa e questionar porque não é suficiente para o outro», diz James, garantindo que este cenário só tende a piorar, resultando em «mais ciúme, mais desconfiança e possível depressão». Se este é o seu caso, o melhor é começar a repensar a sua relação. «Se está com alguém que o deixa neste estado, faça o corte. A sua saúde mental é mais importante, acredite». A psicóloga Madeleine Roantree apresenta uma possível explicação para que este tipo de relações seja viciante. «Este tipo de situações normalmente acontece quando duas pessoas são fundamentalmente incompatíveis mas existe uma compatibilidade sexual intensa entre ambas, que as faz voltar sempre». Estas relações são tipicamente abusivas, tanto ao nível emocional como físico. «Parece-lhes que não conseguem viver um sem o outro, mas quando estão juntos são tóxicos», explica a psicóloga. Kale Monk, professora da Universidade do Missouri, aconselha as pessoas a pensarem bem antes de reatar com alguém de quem se tenham separado. Lembrem-se das razões pelas quais terminaram. «Conversem seriamente sobre o que correu mal e o que levou ao rompimento e sobre a possibilidade de acontecer novamente.»" Fonte: https://life.dn.pt/comportamento/acabar-recomecar-relacao-prejudica-saude-mental/



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